Este é um espaço colaborativo onde mulheres podem escrever sobre o filme que assistiram, sobre os debates que tratam do olhar que objetifica mulheres em múltiplas telas, sobre o machismo que pode se apresentar em todas as etapas do processo criativo, do fazer cinema, do que rola nos bastidores.

Para a segurança e a discrição das autoras é autorizado o anonimato a quem não quiser assinar seus artigos.  Assinando ou não, a regra é o bom senso: não são permitidas quaisquer opressões.  No mais, há um compromisso com a verdade, com não divulgar boatos.  No caso de denúncias nominais, o artigo precisa ser assinado, pois não tenho condições de responder legalmente por algo que não presenciei.  Mas é possível denunciar anonimamente sem dar nome aos bois.

Com a sessão de críticas, deixo o canal aberto para quem quiser escrever: entre críticas renomadas e marinheiras de primeira viagem.  Esta relação entre novatas e críticas mais consagradas pode abrir espaço para que surjam novas       mulheres críticas de cinema, suprindo assim uma lacuna maior do que o Grand Canyon  entre os críticos homens e as críticas mulheres.  Pessoas trans, andróginas, ou que não se identificam com um gênero específico podem escrever aqui sem medo de ser feliz.

Descolonizar nossos corpos através do cinema, mobilizar afetos, estéticas e políticas nas dobras e fissuras, na cartografia de nossos desejos de liberdade.  Desviar o olhar que nos objetifica. Mostrar outros ângulos, outras possibilidades, outros devires. Desfazer as torres de marfim que nos aprisionam, as barreiras que nos apartam deles e de nós mesmas.  Criar porosidades, buraquinhos que permitam longos respiros, por onde feixes de luz possam transbordar da tela para a vida.  Vida que se reiventa com jorros luminosos, roteiros que devolvam a magia do cotidiano, o brilho no olhar da menina que sonha, a possibilidade de trilharmos nossos próprios caminhos.  Girar o olhar do cinema.

Com carinho,

                           da editora:  Marina Costin Fuser.

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